Sunday, November 30, 2008

Os meus Gatos e eu


Por engano, criei em Abril outro espaço bloggiano. Por deformação profissional, acentuei as acácias e, pronto, neste mundo de erros ortográficos, as acácias foram parar a outro jardim. Como os meus leitores (poucos, mas bons) não estavam informados sobre o meu preciosismo ortográfico, privei-os da leitura destes textos e proporcionei-lhes umas bem merecidas férias no Brasil, no Algarve, em Lisboa, no Reino Unido(?)... Gosto de saber onde param os meus leitores. Gosto de os ter perto de mim. Gosto de saber onde estão e o que fazem. Gosto quando dizem que leram, gosto quando escrevem. Digam bem ou digam mal... O que importa é que digam.
Depois de ter dado esta informação, só me resta continuar com as minhas deambulações com uma periodicidade mais ou menos regular.
Ando e desando e não deixo de pensar nos meus gatos. Que pena eles ainda não terem aprendido a ler. Quando isso acontecer, eles serão os meus críticos acérrimos.
Eles não lêem, lá isso não! Falar, falam! Dizem tudo o que se passa no seu pequeno mundo. Estão contentes? Dizem-me. Estão zangados? Dizem-me. Falta água ou comer? Dizem-me. Querem dormir? Dizem-me. Eu entendo-os e eles entendem-me. Quase nunca nos zangamos porque eles confiam em mim e eu confio neles. Eu já cheguei a pensar que a cumplicidade, existente entre nós, só pode ser fruto da ausência de sentimentos mesquinhos que, por acaso, possam povoar a alma humana. Será?! De facto, eles não correm atrás do dinheiro fácil. Nunca os ouvi falar mal uns dos outros. Quando não gostam, arranham e bufam. Nunca dei conta que andem preocupados em se atropelar uns aos outros para subirem na vida. Não consta que se deixem influenciar por ninguém para se esquecerem da grande amizade que nos une. Em suma: vivemos em paz!

2 comments:

Estrelinha said...

Os nossos gatinhos entendem-nos mesmo sem palavras, mesmo sem justificações ou explicações, elogios ou pedidos de desculpa...
Eles gostam muito de nós e nós deles.
Às vezes, sem palavras, é tudo muito mais simples.
Um beijinho grande.
A filhota.

lito said...

Sim, são os nossos animais que nos animam no dia a dia deste vale de lágrimas, onde ainda, aqui e ali, se vêem rosas brotando num mundo que se tornou agreste a partir do dia em que foi inventado o termo "vender". Com esta palavra foi inventada a palavra comprar ecom ela a palavra dinheiro e com ela a palavra especulçação e com ela a palavra roubar e com ela armamento e com ela matar. Felizmente tantas palavras não sufocaram a palavra solidariedade. Acabo de ouvir que o Banco Nacional Contra a Fome, no peditório deste ano,triplicou as suas receitas. Parabéns.